ILÍADA (HOMERO):

O MITO COMO REPRESENTAÇÃO CULTURAL E EXISTENCIAL

 

“O mito é o nada que é tudo.” (Fernando Pessoa)

 

      O que é o Mito? Muitas são as respostas a essa inquietante pergunta, e poucas (bem poucas!) conseguem realmente fugir de uma visão equivocada ou superficial sobre esse tema. Para alguns, mito é mentira; para outros, mera enganação; e para muitos outros, o mito é pura invenção e, portanto, sem qualquer vínculo com a realidade. Mas não é isso que nos diz a Filosofia, segundo Professor Jonatas Braga, educador montes-clarense que ministrou um interessante bate-papo com os estudantes do 7º Ano do Colégio São Mateus no último dia 09 de Março, dentro das atividades da disciplina de Literatura.

     Tendo como base o poema épico ILÍADA, do poeta grego clássico Homero (928 a. C. – 898 a. C.), Braga abordou uma percepção mais abrangente dessas histórias de origem oral que apresentam enredos fabulosos para explicar a realidade e se relacionar com o universo que nos cerca. Nesse sentido, mito é representação de valores, percepção sobre o divino ou uma forma de tentar entender e explicar a realidade cuja origem e finalidade o homem muitas vezes ignora.

     Diferente do pensamento científico, que se fundamenta no que é materializável/palpável/tangível, as narrações mitológicas – sejam nas epopeias da Antiguidade Clássica, nas lendas indígenas, nos contos surreais que agitam as pequenas cidades, nas narrativas místicas de origem céltica ou japonesa – são baseada na forma como determinados povos veem a vida, tendo como força motriz a fé de cada grupo, promovendo a mistificação de deuses (Zeus, Afrodite, Palas Atena, Tor, Titânia, Oberon, Shiva, Izanagi) e homens (Aquiles, Ulisses, Heitor, Rei Artur, Eneias, Viriato, Luso, D. Sebastião). Mas o mito pode também ser visto como um discurso muitas vezes simbólico, que nos mostra o que somos ou queremos ser – daí que podemos estender esse conceito para os super-heróis dos HQs, os personagens dos filmes ou animações a que assistimos. Nesse sentido, para o Professor Jonatas Braga, não devemos tratar o Mito uma fabulação mentirosa, como um discurso inferior à Ciência ou mesmo como uma verdade a ser descartada. Antes, devemos acolher, com respeito, essas verdades legítimas de um dado complexo social, encarando-as como forma de entender o outro, as diferentes culturas, as diferentes crenças.

     O estudante Heitor Castro, do 7º Ano Matutino, afirmou que gostou muito dessa palestra, pois, por meio dela, pôde entender que, ao contrário do que ele mesmo acreditava, “mito não é mentira”, mas uma verdade que só é verdade por “você ter fé”. Partilha dessa opinião a estudante Hanna, também do 7º Ano Matutino, que gostou muito dessa aula diferente, interativa e inteligente, pois descortinou para eles novas percepções de realidade.

     Promovida pelo Professor de Literatura Guilherme Rodrigues e o Professor de História Farlley Carvalho (coordenador dos 6º e 7º Anos do Colégio São Mateus), a conversa com Braga foi uma forma de ampliar o universo cultural de nossos estudantes, mostrando outras formas de encarar o fazer literário como ponte reflexões sobre as crenças e o comportamento humanos.

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